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Semana de Combate à Leishmaniose: População deve ficar atenta e auxiliar na prevenção
Fonte: ASCOM/PMCC
Postada em: 11/08/2017
A prevenção e a atenção da população são fundamentais no combate à leishmaniose, doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia e que pode ser até fatal. O período de 7 a 11 de agosto, em todo o país, é dedicado à Semana de Controle e Combate da doença, que atinge cerca de 3 mil pessoas por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Em Canaã, foram realizadas diversas ações com o objetivo de esclarecer sobre a doença, como palestras educativas nas unidades de saúde e nas escolas, notificação de casos suspeitos para investigação e diagnostico por meio de exame físico e teste rápido, verificação de denúncias de cães com sintomatologia clínica compatível com Leishmaniose Visceral Canina, e orientação aos proprietários do animal quanto ao resultado do exame e as condutas que devem ser tomadas.

No município, em 2017, foram notificados três casos de leishmaniose visceral, assim como em 2016. Nos últimos seis anos foram, ao todo, dez casos.

Prevenção e combate

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem casos de leishmaniose, ao sentirem os sintomas da doença devem procurar o serviço de saúde mais próximo a sua casa o quanto antes, pois o diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento.

A transmissão acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos (mosquito palha, tatuquiras, biriguis, conhecidos popularmente) infectados picam cães ou outros animais infectados e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

Os insetos desenvolvem-se em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos), por isso a melhor forma de combate ao mosquito vetor se dá por meio da higiene ambiental, limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição e destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das formas imaturas dos flebotomíneos, além de limpeza dos abrigos de animais domésticos.

A leishmaniose Visceral (LV) tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde.

No entanto, o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) traz riscos para a Saúde Pública por contribuir com a disseminação da doença, pois os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios do parasita, além do risco de desenvolvimento e disseminação de cepas de parasitos resistentes às poucas medicações disponíveis para o tratamento da leishmaniose visceral humana.

Atualmente a eutanásia de animais infectados pode ser utilizada para controle e combate a disseminação da doença.

 
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